terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Filhos - uma herança do SENHOR - 2



No post anterior conversamos rapidamente a respeito de alguns cuidados que nós pais, devemos ter para com nossos filhos, pensando especialmente na forma como nós entendemos o que eles representam para nossas vidas.

A criança quando chega em casa, traz ao casal muita alegria, um renovo, e algumas emoções novas. Mas junto com essa alegria vem uma série de coisas novas:  são as cólicas noturnas, fraldas, choros, amamentação, mudança de rotina, uma correria diária. Muitos sofrem com isso, pois sua expectativa talvez passasse somente pela parte agradável da alegria que o filho traz.

Com os desafios e novidades, ainda precisamos lembrar da frase dita naquela oração: "não faça de seu filho um bibelô!"

Da mesma forma que as alegrias podem nublar a perspectiva correta da paternidade, as dificuldades também podem fazer com que nosso bebê seja tratado como um bibelô.

Pensemos em algumas delas. Fazemos de nosso filho um bibelô quando:

1) Satisfazemos os seus desejos.

Uma criança pequena, especialmente nos primeiros dias, não se comunica senão somente pelo choro. No começo é complicado, pois todos os choros parecem iguais, mas não são. Aos poucos, pais atentos percebem que existem diferentes tipos de choro, especialmente, quando é alguma manha. 
Normalmente uma criança chorará por algumas razões: sono, fome, fralda cheia, ou por não gostar de algo. As três primeiras podem ser identificadas testando, ou seja, colocando-a para dormir, alimentando-a e verificando sua fralda. 

A manha porém, é bem mais sutil, mas pode ser identificada assim: se ela está suprida nas três primeiras e não há alguma doença detectável, provavelmente será alguma manha. Talvez a criança queira ficar no seu colo e não berço, a criança não queira dormir, ou dormir em seu quarto, ou mesmo faça uma cara feia para pessoas que ela não conhece e comece a chorar. Geralmente a criança para de chorar sempre que ela consegue aquilo que ela quer.

Como pais que desejam acertar, precisamos lembrar que nosso papel na paternidade não é satisfazer todos os desejos, antes, é sermos pais piedosos que amam a seus filhos, são carinhosos e pastoreiam a seu filho não fazendo sempre o que ele quer. Por isso, é imprescindível que não procuremos fazer aquilo que ela gosta, mas ensiná-la desde pequena que em nossa vida procuramos sempre fazer o que agrada a Deus e não a nós mesmos.

Portanto, aprendamos a conhecer nossos filhos, não achando que tudo é normal, que ele chora é assim mesmo e que ele precisa sorrir sempre. Não, alguns choros, algumas restrições o ajudarão desde cedo a entender que a vida é regida para que agrademos a Deus e não a nós mesmos.

Na semana que vem, falarei mais um pouco sobre outros aspectos em que devemos aprender a não tratar nossos filhos como meros bibêlos.
 

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