Lutando pela Fé Evangélica. "Procura apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a Palavra da Verdade" 2 Tim 2.15

Gostaria de fazer algumas reflexões a respeito do grande presente que Deus nos deu, a paternidade. Meu desejo é refletir a respeito de al...

Filhos, uma herança do SENHOR


Gostaria de fazer algumas reflexões a respeito do grande presente que Deus nos deu, a paternidade.

Meu desejo é refletir a respeito de algumas considerações importantes das Escrituras e pensar em algumas práticas que deveriam marcar um pai pieodoso.


Ser um pai piedoso é um desafio enorme, talvez o maior desafio confiado por Deus ao homem.  Gostaria de começar pensando com uma importante advertência: Não faça de seu filho um bibelô. 

Esta frase ouvi outro dia enquanto o pastor orava na apresentação de mais uma criança em nossa igreja.
 

Ela é simples, direta, contendo uma séria advertência aos pais, especialmente com crianças mais novas.

Mas, como um pai poderia fazer de seu filho um bibelô?

Creio que podemos pensar em algumas formas e ações que os pais fazem, muitas vezes sem reflexão, com os seus filhos. Consideremos algumas delas:

1) Exibir o filho como um "troféu" diante dos amigos e parentes
 

A chegada de um filho é uma das maiores alegrias que um homem tem na vida, alegria comparável à conversão, ao casamento. Os meses de espera durante a gravidez são marcantes, com suas novidades, expectativas, espera.

Quando ele nasce, a alegria daqueles momentos jamais serão esquecidas. Alegria esta compartilhada com amigos, parentes, irmãos em Cristo. Nesse momento queremos mostrar a todos nosso filho, queremos compartilhar esta alegria e aí muitas vezes fazemos deste incrível momento, um momento de glória pessoal, de conquista, ou qualquer coisa parecida. Sem pensar, exibimos nosso filho como exibiriamos um troféu.

2) Tratar o filho como se fosse a aquisição mais nova da casa.
 

Outra forma sutil de tornar nosso filho um bibelô é tratá-lo como se fosse uma nova aquisição do casal, da família.
 

Isto acontece quando nossa forma de agir para com ele, baseia-se tão somente nele, ou em torno dele e para ele. Na verdade, o problema está nos pais, que desejam e agem a partir de seu filho. Eis alguns exemplos:
 

a. Preocupação excessiva com o bem estar de seu filho a ponto de deixar de fazer e/ou participar da comunhão em sua igreja local.
 

Não me refiro aqui a alguns cuidados que o pai precisa ter com seu filho, mas àquele exagero que faz com que ao menor espirro, faz com que os pais deixem de ir à igreja, visitar um amigo, participar de algum evento e assim por diante. 

b. Não envolver-se com outras pessoas da igreja, fechando-se no mundo de seu filho.
 

A chegada de um filho demanda muitos afazeres que precisam ser cumpridos, tais como, alimentação, higiene, horas de sono, etc. Uma criança é muito dependente de seus pais e requer um investimento grande deles em sua vida. Apesar disto, a vida na igreja e com a igreja continua. Os pais piedosos devem desde pequenos envolverem seus rebentos na igreja. Para isso, precisam e devem envolvê-los juntamente com eles na vida da igreja, não deixando de congregar, de terem os seus ministérios (mesmo que momentâneamente mais restritos).

Mas, o que fazer? Quero sugerir uma alternativa para pensarmos juntos. Isto faremos em um futuro post. Por hora, avalie-se e veja como você entende a paternidade em sua vida, pois eles não são nosso brinquedinho, antes são uma herança do SENHOR (Sl 127.3) confiadas ao nossos cuidados por Deus.